sábado, 24 de dezembro de 2011

'SUTILEZA'


Ela nascera frágil, tão frágil que podia ser comparada à aquelas pétalas de rosas que sobrevivem a inúmeras incapacidades do ser vivo, de não saber no que se pode tocar quando algo necessita de uma extrema sutileza. Possuía assim, uma dignidade admirável, pois sendo frágil se permitia absorver os detalhes que a vida nos traz. Ela gosta de andar descalça, correr e pintar o céu. Faz da lua sua confidente, transbordando seus segredos na calmaria da noite. Canta como criança que canta por gostar, tropeça nas pedras, e com as mesmas constrói seus castelos imaginários. Ela sorri, sorri tanto que chega a contagiar. Suspira por não se conter de tanta alegria, e vive, e vive, e vive .. simplesmente por que sabe ser FELIZ !

Por: Iazmin Lima Abreu.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Árduo Olhar

Agia com meticulosidade, era preciso, pois a crueldade não parecia perecível aos olhos de quem dia após dia derramava lágrimas. Talvez não me entenda, mas confesso que seria um desperdício não relatar o que senti quando presenciei algo tão cruel, tão triste. Vi choros e mais choros angustiados, lágrimas que pareciam não ter fim, e que a cada queda sobre o assoalho, inundava todos os cômodos da sala de estar. Exagero? Jamais. O que havia acontecido não se tratava apenas de uma perda qualquer, uma perda de algo que se consegue viver sem, se trata de uma existência humana, um ser, um homem, imperfeito nas suas mais diversificadas qualidades, mais, um homem. Os choros eram por esse motivo, por perder, algo, alguém tão importante na vida de cada um. Ouvi um dia dizer, e agora, por motivos reais, pôde testemunhar que: ''Quando uma pessoa de que gostamos é tirada de nós, você nunca mais volta a ser o mesmo''.


Meticuloso : Que se preocupa com todas as minúcias;
Perecível : Acabar; Deixar de existir;

Por: Iazmin Lima Abreu.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

'Sussurros'



A noite sussurrava a chegada dos desejos da alma, sussurrava aos que amam, possibilidade de se ter um ao outro, corpo a corpo. Eles entrelaçavam seus corpos, como se nesse movimento pudessem ungir aquela fiel promessa que queriam cumprir, a de permanecer juntos. E pelo amor que realmente existia, criou-se entre eles a certeza, de que a eternidade poderia realmente existir. Não podiam deixar de sentir, não podiam deixar de perceber esses pequenos fragmentos de luz que se misturavam na mágica divina da nossa existência.

Por: Iazmin Lima Abreu.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

'A Bela e a Fera'


Dois mundos totalmente distintos os separavam, dois corpos relutantes de fervor necessitavam da essência que alimenta e modifica o que somos. Ele, grande, mas cheio de medos, cheio de vergonha, cheio do fedor do sangue das almas vivas mais ingênuas que pudera matar. Ela, pequena, cheia de coragem, bravura, e porque não dizer temor ? Cheia de certezas, a delicadeza estava ao seu favor. Possuíam assim, diferenças incalculáveis, mas, por motivos maiores, por 'detalhes' maiores modificaram-se. E a beleza, essa deu-se pela sinceridade do coração, pela troca de emoções verdadeiras e por uma pétala que soube cair no chão.

Por: Iazmin Lima Abreu.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

'Morte'


Amanhece, e antes mesmo de se pedir mais um pouco de silêncio, já são ouvidas as badaladas dos sinos da igreja. Pela audição nota-se que se trata de uma morte. Morte! Nunca soube lidar com ela, não com a minha, com a dos outros, nunca soube realmente como me ausentar desse sufoco que ela causa ao peito. São choros e mais choros angustiados, e estes mesmos são engolidos pela triste notícia de quem vai pro céu, não volta mais. Procura-se refúgios para eliminar essa solidão, essa melancolia que sempre e nunca se trás em vão. Morte! Nunca soube lidar com ela, só sei que temos apenas a obrigação de deixá-la livre, solta, e independente. Ela sabe, sempre sabe a hora de vir.

Por: Iazmin Lima Abreu.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

'Definições Incompletas'


Ela costumava abrir todas as janelas, portas (...)' todos os meios onde houvesse saída, para que todos a vissem com clareza, vissem que ali não havia nada além dela própria. Olhava para essas aberturas, e de uma forma convidativa, procurava a quem chamar. A aventura persistia, a quem com ela soubesse cantar.
Foram dias chuvosos e tempestivos, outros com tamanho sol a se filtrar, e em todos eles, com eles ou sem eles, ela estava ali. Intacta. E sobretudo, FELIZ !

Por: Iazmin Lima Abreu.

domingo, 28 de agosto de 2011

'Delicada como uma flor'


Era claramente fácil perceber na face
Luz a me guiar.
Misteriosa como a lua se vestia nua
Sem medo de amar.

Silenciosamente lento corpo em movimento
Se pôs a bailar.
E para não ver a loucura
Escrevia versos de me admirar.

E assim se fez criança e eu sei sempre será.
Bailando na corda bamba
Seu jeito faz brotar a flor da esperança
Na flor que em mim está.

Era como ver Clarice e ela descobrisse
O depois do amar.
Era como chuva ao sol
Que sem saber ao chão vem a encontrar.

Era ela, sempre ela nessa aquarela
De mundo a rodar.
E sem saber virou princesa
E eu plebeu então me pus a cantar.

Autoria: José Mário.
Obrigada !

domingo, 21 de agosto de 2011

Simplicidade


Existe em mim um doce ato de alegria, de querer viver com a simplicidade que ninguém sequer sentia. Essa simplicidade que mostra os detalhes, que identifica o que realmente deve ser importante e o que deve ser valorizado.
Existe a lembrança, a mudança, e o tempo, existe uma enorme saudade, saudade do tempo de ontem, do calor de gente que vinha e ia, do sabor quente que se sentia ao provar da boca o proibido.
Existe a calma, a procura, a paixão, que nada mais é, a forma de não se sentir sozinho.
Existe em mim a doce verdade de um amor sincero, que não se exige, que não devora, só se pede, e se sente, o desejo de amar um ao outro.

Por: Iazmin Lima Abreu.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

'' Doce ''


Senta ! Eu vou tirar teus medos, vou acariciar teus cabelos, e mostrar que ainda é cedo para pensar na solidão.
Senta ! Te quero lúcido par me contar o que se passa, para dizer o que te acalma, pra tudo ficar em paz.
Escutaria os teus anseios, e procuraria todos os meios, para esses não te pertubarem mais.
E afogaria as tristezas, todas as incertezas, pra gente viver mais e mais.
Sentiria o que era doce, e se bastante fosse, deixaríamos tudo de lado, e se preciso fosse, sorriríamos a noite inteira.

Por: Iazmin Lima Abreu.

domingo, 31 de julho de 2011

Ato de sentir ;



Não me peça para amar ;
Amar está no ato de sentir, e pra falar a verdade, não costumo controlar essa coisa toda.
Sinto o que se sente, e procuro não dá significado pra tudo o que vejo e desejo. E se desse. Só eu entenderia.
Sou aquelas emoções guardadas;
Aquelas ondas dominantes de inquietação, que buscam imprevistos para certificar o que realmente se passa dentro delas. 
E quando se certificam que o que há dentro de si é algo grandioso e devasso, voam em direção ao infinito, cantando melodias sinceras de um amor verdadeiro que se pede pra ser vivido. 
Espalham essências que hipnotizam, e testemunham a luminosidade do que se chama amor.
A perfeição se torna algo indesejável, porque só o que se deseja no momento .. É amar !

Por: Iazmin Lima Abreu.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

'Primavera'


Deixei me levar pelo vento, pelas ruas, pelos caminhos (...)'
E misteriosamente tudo se fez primavera; Tudo se fez o doce perfume do meu bem querer. O aroma do amor eternizou-se na súplica cumplicidade do nosso medo. Medo de errar ? Ou medo de amar ?

Por: Iazmin Lima Abreu.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Faltam-me ;


Faltam-me promessas;
Faltam-me objetos;
Faltam-me palavras (...)
E todas essas faltas, que são tantas, e tamanhas, são desnecessárias para o que eu realmente quero.
O que me é necessário hoje é que estás faltas, que são tão constantes de algo, ou de tudo, fosse esquecido, ou mesmo, aniquilado.
O que me falta são sorrisos alegres;
São amores vividos por inteiro;
São poemas produzidos com uma simplicidade de tocar a alma.
Hoje tudo isso me falta, mas amanhã, ou hoje, depois que o sol se pôr, eu vou deitar, e imaginar que nada me falta, que só a felicidade me basta, e que tudo isto, que até agora não significava nada para mim, me serviria de refúgio , para que eu deixasse de exigir demais.

Por: Iazmin Lima Abreu.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Traços Nobres



Ela possuía traços nobres, e por possuí-los, não se tornara mais uma no mundo. Podia-se dizer que era inquieta, pois não se continha em apenas observar, tinha um interesse maior, um que a permitia sentir as coisas da forma mais intensa possível. Tinha olhos expressivos, esses que jamais a impossibilitara de esconder o seu maior segredo, esse, que se revelado, a devoraria. E por esse motivo se isolava do mundo, moldando a cada dia uma característica sua, a que só ela possuía o dom de compreender.
Sua alma compara-se a avidez de um rio, onde a transparência faz com que os que estejam ao seu redor, possam indagar se seu semblante condiz com a de um anjo. E todas essas suas características, são e serão válidas até sua morte, pois ela nasceu com isso, com a simplicidade, com a doce delicadeza de ser uma mulher.

Por: Iazmin Lima Abreu.

terça-feira, 14 de junho de 2011

'Alma Iluminada'

Olhe pra está foto e apenas perceba a delicadeza de tudo que a envolve, não ah nenhum objeto grandioso aqui, apenas uma pessoa, eu mesma, dominada por uma súbita sensação de bem estar que não se explica, e não se iguala, só se sente .. e nada mais.

Por: Iazmin Lima Abreu.

domingo, 12 de junho de 2011

Aquele que ousou cantar a música ...


A canção já foi cantada, os versos simples se solidificaram na alma, e toda nossa euforia se resumiu em um sorriso. Teus gestos improvisados caíram bem em cada momento, e a música fluía como trilha sonora a nossa companhia. Já são quase 10 e a hora pede silêncio, pede que eu vá embora e te deixe aqui, mas tu me faz bem, me faz parecer uma criança, uma que ama por inocência, e acima de tudo, por amor. Mas é chegada a hora da partida, aquela que não me permite dizer o que desejaria, mas vou embora, amanhã pode ser outro dia e a gente comemora. O hoje é uma dúvida, onde daqui a pouco tudo se resolve, e relata tudo, ou o pouco que já vivemos. Não deixe nunca de olhar nos meus olhos, pois estes te mostrariam tudo o que precisas saber, e quando eu não falasse nada, eles te traduziriam o que se passa dentro do peito, aqui dentro se passa amor, se passa o desejo de um dia estarmos juntos. - FELIZ DIA DOS NAMORADOS !

Por: Iazmin Lima Abreu.