segunda-feira, 12 de março de 2012

LEMBRANÇAS DESCRITAS


Ei menina, lembra desse lugar? Frequentávamos todos os finais de semana, pra fugir do mundo talvez. Acreditava que ele pertencia apenas à você e eu, os outros? Meros turistas, que de alegres não tinham nada. Lembra das esperas mais produtivas que tínhamos um ao lado do outro?  Contávamos estrelas, víamos arco - íris onde à noite já prevalecia, esperávamos pela lua, pela nossa lua.
Ei, você lembra das lágrimas derramadas por motivos realmente importantes? Dos colos e mimos que eram dados quando mereciam? Eu lembro.
Lembra quando escovar os dentes era motivo de riso? E logo estávamos com biscoitos na mão? Sim, eu lembro das tardes correndo em porta em porta, dando abraços em todo mundo, lembro das quedas e tropeços que rapidamente se tornavam imprevistos provocados por mim mesma.
Eu lembro das ajudas, das lutas, das pessoas perfumadas que encontrei e que me encontraram nesse trajeto. Seus perfumes permanecem impregnados em minha existência. 
Lembro do medo dos dias de domingo, da insatisfação de não saber o que fazer. 
Eu lembro de mim.
Eu cantava o dia-a-dia. 
Amava meus amigos.
Honrava meu pai e minha mãe.
Gritava aos sete ventos o quanto eu era feliz. 
Eu me amava de corpo inteiro.
Via a beleza pelo coração, tricotava lençóis de vendavais, e cobria os corações desprotegidos.
Eu era simples, era feita de delicadeza, meus olhos transpareciam esperança.
E hoje, sou apenasmente eu mesma, com todos esses requisitos e com um acréscimo, aprendo dia após dia que o amor é tudo, tudo na minha vida inteira, é tudo o que eu tenho de melhor.

Por: Iazmin Lima Abreu.

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